A competitividade no setor de propriedades está cada vez mais associada à capacidade de inovação ecológica, conforme destaca o especialista Alex Nabuco dos Santos. Neste cenário, práticas sustentáveis deixam de ser vistas como custo adicional e passam a atuar como uma poderosa alavanca de lucro e diferenciação no mercado.
Neste artigo, analisamos como critérios ESG vêm atraindo capital institucional, por que edifícios de alta performance apresentam menor vacância e de que forma a reputação corporativa se fortalece quando a eficiência técnica é priorizada acima do marketing superficial.
De que forma a sustentabilidade atrai investidores institucionais e fundos de investimento?
O fluxo de capital no mercado imobiliário global está migrando rapidamente para ativos que comprovem baixo impacto ambiental e elevada governança. Para Alex Nabuco dos Santos, grandes fundos de pensão e fundos imobiliários já operam sob diretrizes rigorosas que priorizam a aquisição de edifícios com certificações de sustentabilidade.
Essa demanda seletiva cria uma pressão positiva sobre incorporadoras e desenvolvedores, que passam a enxergar nos projetos ecoeficientes o caminho mais curto para garantir financiamento e liquidez. Como resultado, empreendimentos alinhados a boas práticas ambientais tendem a alcançar maior competitividade em comparação a modelos construtivos obsoletos.
Por que edifícios sustentáveis apresentam menor vacância e maior retenção?
No mercado de locação, especialmente nos segmentos corporativo e residencial de médio e alto padrão, a eficiência operacional tornou-se decisiva para a escolha do usuário. Conforme explica Alex Nabuco dos Santos, empresas e famílias buscam espaços que combinem conforto com previsibilidade de custos.
Edifícios que incorporam fachadas de alto desempenho, automação de iluminação e sistemas de reuso de água conseguem reduzir despesas condominiais. Esse ganho de eficiência se transforma em diferencial competitivo relevante, pois permite manter o valor do aluguel em níveis de mercado enquanto o custo total de ocupação para o inquilino permanece mais baixo.

Como a inovação sustentável protege o imóvel contra a obsolescência normativa?
O ambiente regulatório global avança rapidamente rumo a metas mais rigorosas de descarbonização e economia circular. Para Alex Nabuco dos Santos, empreendimentos concebidos desde a origem sob a ótica da sustentabilidade ficam naturalmente mais protegidos contra mudanças em leis urbanísticas e códigos de obras.
Ser competitivo hoje também significa antecipar exigências que tendem a se tornar obrigatórias nos próximos anos. Edifícios ineficientes provavelmente enfrentarão retrofits caros para se adequar às novas normas, enquanto ativos sustentáveis tendem a manter sua operação com menor necessidade de intervenções corretivas.
Qual é o impacto da reputação sustentável na valorização da marca da incorporadora?
A competitividade não termina na entrega do empreendimento; ela se estende à percepção pública da empresa responsável pelo projeto. Segundo Alex Nabuco dos Santos, incorporadoras que constroem um histórico consistente de entregas sustentáveis acumulam capital reputacional que facilita o lançamento de novos produtos.
O consumidor atual é mais informado e criterioso, valorizando empresas que demonstram responsabilidade com o ambiente urbano. Marcas associadas à inteligência construtiva e ao respeito ambiental tendem a reduzir custos de aquisição de clientes, pois a confiança do mercado gera indicação orgânica e valoriza todo o portfólio da empresa.
A sustentabilidade como motor da competitividade futura
A evolução do mercado imobiliário mostra que sustentabilidade e competitividade são hoje dimensões inseparáveis. Eficiência técnica e consciência ecológica deixaram de ser diferenciais de nicho para se tornarem requisitos de um mercado global cada vez mais exigente. Empreendimentos que ignorarem essa transformação tendem a perder relevância e valor ao longo do tempo.
Em contrapartida, projetos capazes de combinar viabilidade econômica com responsabilidade ambiental posicionam-se de forma mais sólida para o futuro. A competitividade imobiliária contemporânea é construída pela entrega de soluções que respeitam o capital, o tempo e o equilíbrio ambiental. Ao adotar uma postura de excelência técnica orientada pela sustentabilidade, o setor não apenas amplia margens de resultado, mas também contribui para cidades mais inteligentes, resilientes e humanas.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez