De acordo com Tiago Oliva Schietti, o setor funerário no Brasil passa por um momento de transformação profunda, impulsionado por mudanças sociais, avanços tecnológicos, novas exigências legais e pela evolução da forma como a sociedade lida com a morte e o luto. Tradicionalmente marcado por práticas conservadoras, o segmento começa a incorporar inovação, gestão profissional e uma visão mais humanizada dos serviços prestados.
Falar sobre o futuro do setor funerário no Brasil é reconhecer que ele deixa de ser apenas uma atividade operacional para assumir um papel estratégico na prestação de serviços essenciais. Esse futuro aponta para mais qualificação, sustentabilidade, tecnologia e diálogo com uma população cada vez mais informada e exigente.
Transformações sociais e novas expectativas das famílias
As mudanças no perfil das famílias brasileiras influenciam diretamente o setor funerário, conforme explica Tiago Oliva Schietti. A urbanização crescente, a redução do tamanho das famílias e a maior mobilidade geográfica alteram a forma como as pessoas organizam rituais de despedida. As famílias buscam soluções mais práticas, personalizadas e compatíveis com suas crenças e estilos de vida.
Além disso, há uma demanda crescente por acolhimento emocional e atendimento humanizado. O futuro do setor funerário passa pela capacidade de compreender o luto como um processo individual e oferecer serviços que respeitem esse momento, indo além da execução técnica e valorizando a experiência das famílias atendidas.
A modernização dos serviços funerários no Brasil
Na perspectiva de Tiago Oliva Schietti, a modernização é uma das principais marcas do futuro do setor funerário brasileiro. Empresas que investem em gestão profissional, padronização de processos e melhoria da infraestrutura tendem a se destacar. Essa modernização inclui desde a organização administrativa até a forma de comunicação com o público.
Serviços digitais, agendamentos online, memorialização virtual e maior transparência nos processos são exemplos de práticas que ganham espaço. A tecnologia passa a ser uma aliada não apenas da eficiência operacional, mas também da confiança e do relacionamento com as famílias.

O avanço da cremação e novos modelos de sepultamento
A cremação apresenta crescimento contínuo no Brasil, especialmente em grandes centros urbanos, como evidencia Tiago Oliva Schietti. Fatores como a escassez de espaço, os custos de manutenção de jazigos e a mudança na percepção cultural contribuem para esse avanço. No futuro, a cremação tende a se consolidar como uma alternativa cada vez mais comum e socialmente aceita.
Paralelamente, surgem novos modelos de sepultamento e espaços memoriais. Cemitérios, parques, soluções ecológicas e propostas de menor impacto ambiental refletem uma preocupação crescente com sustentabilidade e uso responsável do solo. Essas alternativas indicam um setor mais diversificado e alinhado às tendências globais.
Principais tendências que moldam o futuro do setor funerário
O futuro do setor funerário brasileiro é influenciado por diversas tendências que se interconectam. Essas mudanças exigem adaptação constante e visão estratégica por parte dos gestores e profissionais do segmento.
Entre as principais tendências, destacam-se:
- Crescimento da cremação e de alternativas ao sepultamento tradicional;
- Uso ampliado de tecnologia na gestão e no atendimento;
- Valorização da sustentabilidade e do controle ambiental;
- Maior profissionalização e qualificação das equipes;
- Foco em atendimento humanizado e acolhimento emocional.
Essas tendências indicam um setor mais estruturado, transparente e preparado para atender às demandas contemporâneas da sociedade brasileira.
Qualificação profissional e valorização das carreiras
O futuro do setor funerário no Brasil está diretamente ligado à qualificação profissional, como observa Tiago Oliva Schietti. A complexidade crescente das atividades exige formação técnica, conhecimento legal, preparo emocional e habilidades de gestão. Profissionais bem capacitados elevam o padrão dos serviços e contribuem para a credibilidade do setor.
Cursos de formação, treinamentos contínuos e atualização normativa tornam-se indispensáveis. A valorização das carreiras funerárias também ajuda a reduzir estigmas, atrair novos profissionais e fortalecer o reconhecimento social do setor como área essencial e especializada.
Um setor funerário mais humano, tecnológico e consciente
O futuro do setor funerário no Brasil aponta para um equilíbrio entre tradição e inovação. A preservação do respeito, da dignidade e dos rituais culturais caminha junto com a adoção de novas tecnologias, modelos de gestão e práticas sustentáveis. Essa combinação é essencial para atender às expectativas de uma sociedade em transformação.
Portanto, ao investir em inovação, qualificação e responsabilidade socioambiental, o setor funerário se prepara para um futuro mais sólido e respeitado. Mais do que acompanhar tendências, o desafio está em construir um segmento capaz de oferecer serviços de qualidade, com empatia, eficiência e compromisso com o bem coletivo.
Autor: Richard Christian